sexta-feira, 9 de abril de 2010

Sessão de Quinta - Sherlock Holmes


São 02:47 da manhã. Sei que estou atrasada na minha coluna de quinta. Mas, sem desculpas, vou direto ao ponto.

O veneno já estava na ponta da minha caneta... quer dizer, dos dedos... escorrendo pelo teclado... enfim!!!!! Mas é com muito prazer que vou admitir: fui surpreendida! É, você já esta de saco cheio do meu enrolation e quer saber do que diabos estou falando, NE? Até que o diabo tem a ver... ta, ta, to falando do filme Sherlock Holmes! É elementar meu caro Watson que as linhas que seguirão serão sobre o detetive mais falado do mundo. E olha que ele é inglês...

Não conhece o Sherlock? Nossa, a intima! Ele é o mais famoso detetive das histórias em quadrinhos ou da literatura. Foi criado pelo médico (isso explica muita coisa) e escritor britanico Sir Arthur Conan Doyle. Holmes é um investigador egocêntrico e inteligentíssimo do final do século XIX. Eu conheci o Sr Sherlock e seu elementar caro Watson na forma de livro. Um estudo em vermelho – A Study in Scarlet de 1887. O que garante o famosismo? Você curte CSI? Então, ele inaugurou esse estilo investigativo com detalhes médicos e dedutivos.

Direto da literatura para a adaptação cinematográfica, o filme é belo. Não somente pela fotografia, em ambiente “sombrio” e misterioso. Ou porque a bela Londres é retratada não como palco das mais variadas invenções, mas é pega em pleno desenvolvimento industrial, inclusive quando a famosa “ponte” está sendo construída. É, aquele que em X-men 3 o Magneto suspende... enfim. O filme é belo porque prende o telespectador em uma sintonia de perfeito desenvolvimento de casos. Você se sente intrigado a desvendar, a chutar, a dar uma de detetive. Ou quem sabe de ajudante. Mas esses papeis ficam com Downey Jr e Jude Law. E diga-se de passagem... que Sherlock bem interpretado! Com pitadas de loucura e vaidade, fica clara a relação de dependência dele para com seu assistente fiel Watson, que está noivo e prestes a cair fora da vida de Sherlock, junto com seu cachorro – o testômetro do detetive – o que leva nosso protagonista a inúmeras manobras para impedi-lo.

O filme começa “In Media Res” (desculpa, aula de Clássicos!), ou seja, o telespectador é jogado no meio da trama. Holmes e Watson, os “ajudantes” da Scotiland Yard são acionados para investigar um caso que deve ser encoberto pois está causando o “medo” á população. Fica claro que o inimigo mais combatido no filme é o medo – a arma mais poderosa de dominação.

Ao desenrolar da trama e ao apresentar de Blackwood – o vilão que divide a cena com a bela Rachel MacAdams, a ladra Irene Adler – única capaz de enganar o astuto detetive, foi o motivo para a minha pré-decepção. Envolvendo magia negra e poderes das trevas, tudo indica que o filme tratará com misticismo a guerra do bem x mal. Holmes, ateu, como todo bom cientista, se recusa a acreditar nas artimanhas que envolvem a 4ª Ordem (um tipo de crença e religião secreta, baseada em rituais). Mantendo sempre sua criticidade, Holmes segue instintivamente os podres dessa relação que ultrapassa homens ressucitados, rituais satânicos e destruição do Parlamento inglês para a dominação do mundo.


Minha vontade de desvendar o final que surpreende e é repleto de artimanhas é grande. Porém, deixá-los-ei desfrutar da mesma agonia e curiosidade que eu. INDICO! Pelas cenas, palpáveis e explicadas, de boa desenvoltura na luta dos nossos principais artistas, moradores da Rua Baker, numero 221B, pela ironia, pela aventura, pelo mistério e pelo diálogo altamente interessante. A trama não é confusa, apesar de envolver diversas pessoas e instituições. Palmas para Downey Jr, ator do qual me tornei fã depois de sua performance de Charles Chaplin. E se a idéia era passar que Watson é apagado por Holmes, Jude Law cumpriu seu papel com perfeição.

Nota: 09!


Por Débora

Ficha Técnica:

Direção: Guy Ritchie

Produção: Steve Clark-Hall

Susan Downey

Dan Lin

Joel Silver

Lionel Wigram

Fotografia: Philippe Roussel

Roteiro:

Lionel Wigram, Arthur Conan Doyle, Mike Johnson, Simon Kinberg, Anthony Peckham, Guy Ritchie

Distribuição:

Warner Bros.